São os deuses traiçoeiros em seu delírio
E as pátrias decidem as bandeiras
Como destino dos homens.Em cada dor, porém, uma tempestade
E um rasgo de mãos acesas
Sem fronteiras.
Nada do que é humano respira sozinho
E os Povos não reconhecem oceanos, nem fronteiras
E todos os rios são a mesma sede
E crestados lábios.
E todas as fomes se somam
E todas as angústias são látego coletivo
E em cada luta há sempre um afago indefinido
E em cada muro um grito subterrâneo
Que explode em cada gesto
De dizê-lo.
Nada os deuses nos devem
São os homens que se inventam
Em cada dádiva de amor rebelde
E liberdade…
E quando um Povo sofre (ou se liberta)
É toda a Humanidade!…
Manuel Veiga
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