terça-feira, janeiro 13, 2026

TODOS OS RIOS SÃO A MESMA SEDE


São os deuses traiçoeiros em seu delírio

E as pátrias decidem as bandeiras

Como destino dos homens.Em cada dor, porém, uma tempestade

E um rasgo de mãos acesas

Sem fronteiras.

 

Nada do que é humano respira sozinho

E os Povos não reconhecem oceanos, nem fronteiras

E todos os rios são a mesma sede

E crestados lábios.

 

E todas as fomes se somam

E todas as angústias são látego coletivo

E em cada luta há sempre um afago indefinido

E em cada muro um grito subterrâneo

Que explode em cada gesto

De dizê-lo.

 

Nada os deuses nos devem

São os homens que se inventam

Em cada dádiva de amor rebelde

E liberdade…

 

E quando um Povo sofre (ou se liberta)

É toda a Humanidade!…


Manuel Veiga

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TODOS OS RIOS SÃO A MESMA SEDE

São os deuses traiçoeiros em seu delírio E as pátrias decidem as bandeiras Como destino dos homens. Em cada dor, porém, uma tempestade ...