segunda-feira, maio 21, 2018

ERGUENDO HOSSANAS ...


Colher-te, frágil flor, assim sanguínea,
Tão exposta, é apenas outra forma de dizer-te.
Que nomear-te é expressão quente
De bocas peregrinas.

Númen e nome na semente de teu grito!

Detenho-me – teu rosto ígneo! E despenho-me
Reflexo de ti em mim. E nessa distância onde me levas,
Ondas sem fronteiras na pele de meu desejo:
Onde tu moras - castelã de mil torneios!…

Celebro-te no fragor de mil batalhas
E ergo hossanas. E sou guerreiro-monge e trovador
De mil toadas

Onde (te) fundeio!


Manuel Veiga

11 comentários:

Larissa Santos disse...

Muito de bom. Adorei :))


Hoje:- [ Poetizando e Encantado]-Conto as pétalas, e almejo a tua graça .

Bjos
Votos de uma óptima Noite!

Emília Pinto disse...

E tem que se " erguer hossanas " à vida, aos amores, às flores ; sermos " guerreiros-monges e trovadores " para defendermos a todo o custo estes valores; neles nos devemos fundear, pois são as sementes de uma vida com essência. Muito bom, amigo! Obrigada pelo belo momento. Um beijinho
Emilia

Alquimia dos Sentidos disse...

Flores frágeis, poemas, toadas que o trovador eterniza na melodia dos sentidos...

Beijinho
Fanny Costa

Mar Arável disse...

Há palavras que respiram por guelras

Manuel Veiga disse...

se as tuas palavras "respiram por guelras", coitadas! - deve ser um sufoco!

andas gasto de metáforas. nota-se...

LuísM Castanheira disse...

aqui está, caro amigo,
um cântico dulcíssimo ao amor.
um poema, onde a centralidade
da "frágil flor", é espelho e sentimento. é paixão e reflexão.

uma "viagem" ao sabor da beleza, também.

"é apenas outra forma de dizer-te.", não fosse assim, não te "perdoava" a palavra "colheita".

belo poema.

és um mestre ... e com isto me fico.

um forte abraço, MV.

Manuel Veiga disse...

Essa de "mestre" traz água no bico, parece-me... rss
e pela (minha) espontânea gargalhada te "perdoo"!

forte abraço, meu caro Luís Castanheira

Teresa Almeida disse...

"Celebro-te no fragor de mil batalhas
E ergo hossanas"

Um poema que celebra o amor com elevado nível, como é teu apanágio. E o amor é mesmo a celebração maior.

Parabéns, meu amigo Manuel. É sempre um prazer ler-te.

Beijo.

Suzete Brainer disse...

Um poema belíssimo, com a tua inscrição de distinto Poeta,
a colher no movimento das palavras, a exaltação dos seus
significados, altares de sentires numa beleza louvada
em Poesia enigmática na sua fonte íntima de unidade:
amor e paixão:

"Detenho-me – teu rosto ígneo! E despenho-me
Reflexo de ti em mim. E nessa distância onde me levas,
Ondas sem fronteiras na pele de meu desejo:
Onde tu moras - castelã de mil torneios!…"

Poesia arte, haja arte, Poeta.
beijo.

Olinda Melo disse...


Olá, Manuel

Hossana nas alturas! Um poema pleno de "ideal cavaleiresco", de "amor cortês". Consigo ver o trovador compondo, ouvir o jogral cantando e toda essa ambiência de mil batalhas e torneios. E essa toada chegará à castelã, não tenho dúvidas- a deidade de rosto ígneo.

Gostei muito.

Abraço

Olinda

Agostinho disse...

"Bocas peregrinas" se juntam em anbiente sagrado e o Poeta em tom de cavaleiro medieval trava no canto briosa e digna justa de amor.
Gostei muito, MV.
Abraço.