Oferecem-se aos conquistadores
estandartes de oiro
Pavilhões de
plumas de quetzal
Colares de oiro
E os seus rostos
brilham de júbilo,
Brilham e
rejubilam
Rebrilham os
rostos vorazes
Como macacos
estes deuses manuseiam o oiro
E com tal intensidade
o manuseiam
Que seus
corações parecem renovar-se
Como se o ouro
ardesse dentro deles.
Arquejam de
tanto peso amarelo
E nessa fome
furiosa ainda pedem mais oiro
Sôfregos como
porcos.
E agarram
avidamente em pavilhões e estandartes
E levantam-nos,
e brandem-nos, e correm
Por todos os
lados como loucos.
Falam uma língua
bárbara
Falam do ouro
bárbaro,
Bárbaro é tudo
quando falam.
Civilização Azteca –
América
Colectânea “ROSA
DO MUNDO – 2001 Poemas Para o Futuro”
Edição
Assírio&Alvim – Abril 2001
9 comentários:
Que se calem
e que a ti
não te falte a palavra
Abraço
meu caro
Caro amigo Manuel,
E o que mudou passados tantos anos?
E povo carrega o fardo mais pesado nessa corrida.
E bárbaros é o que somos?
Outro caloroso abraço, velho amigo!
Gostei do texto.:))
Hoje:-"Chuva, onde desejo tréguas."
Bjos
Boa noite
E os sôfregos (do ouro) como porcos continuam vivos e ávidos...
Excelente poema, parabéns.
Caro Veiga, o meu desejo de um BOM ANO NOVO, extensivo à família e amigos.
Abraço.
Passando, vendo, lendo, elogiando, anunciando:
.
Tema: *Geladas gotas na dor da separação*
.
E desejando:
.
Que o Ano Novo de 2018, entre na sua vida através da porta do coração, trazendo: Saúde, Fraternidade, Paz, Amor, gosto pela Partilha.
FELIZ ANO NOVO
Ficaram sem dedos os vampiros do saque mas, mesmo assim, há reincidência no vicioso crime.
Bom ano, caro Poeta.
Meu Amigo
Um mundo, um paraíso perdido. Muitas vezes surpreendo-me a pensar e a avaliar o espanto e o sofrimento desses povos perante a ganância e a falta de sensibilidade desses estranhos que lhes apareceram para a sua desgraça.
Um poema, um hino ao não-esquecimento. Estejamos todos atentos para que no presente e no futuro não se repitam barbaridades desse calibre.
Abraço
Olinda
E estes conquistadores bárbaros... cada vez são mais... e barbaridades praticam como alienados de valores, que são... matando o que se é... em nome do que se tem...
Mais um trabalho fantástico, que tanto nos oferece para reflectir! E que certamente permanecerá actual, num futuro a longo prazo... pois, às vezes há futuros... que se fazem eternamente presentes... a ganância, parece fazer fazer da génese humana, ao longo dos tempos...
Beijinho
Ana
Como adorei este poema! !...
Preciosidade, meu amigo!
Beijo.
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