segunda-feira, janeiro 07, 2019

A TACINHA DA MENINA CINHA...


Taça tantas vezes baça
Outras vezes lassa …

Que no entanto enlaça
O champagne e a taça...

E a tacinha da menina Cinha
Em graça - como se fora não tacinha
Mas verdadeira taça…

Desmaia o champagne
E o tempo passa…

E o vinho tinto
Do melhor arinto:
-          “Que se lixe a taça!...”

E com toda a raça
Atirou-se à taça
Numa devassa

Ferveu a taça
E ferveu a tacinha
Da menina Cinha ...


Manuel Veiga


5 comentários:

Larissa Santos disse...

Muito bom, o seu poema. Adorei:))

Hoje:- Embriagada na saudade da distancia.

Bjos
Votos de uma óptima Segunda-Feira.

Emília Simões disse...

Boa tarde Manuel,
Um poema muito engraçado num jogo genial de palavras.
Gostei imenso.
Bjs
Ailime

Marta Vinhais disse...

Interessante o jogo de palavras...
Bom Ano 2019.
Beijos e abraços
Marta

José Carlos Sant Anna disse...

E vai se desdobrando o poema, o leitor, se tiver fervor, pegue a taça e, sem trapaça, siga o jogo...
Um abraço, caro amigo Manuel!

Suzete Brainer disse...

Manuel,

Maravilhoso este poema, magistral o caminho do jogo
das palavras, a despertar significados efervescentes
da ironia no brinde à crítica da futilidade de tantas
"Cinhas" nesta sociedade do exibicionismo!...

Sempre excelente nesta tua arte original poética, meu amigo.
beijo

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