quarta-feira, junho 19, 2019

AZUL. VERMELHO. E ÁGUA...


Amáveis dias no coração dos homens
Frémito e rito de aves nos imutáveis destinos
Onde todas as coisas são simples
E sem mácula…

Inesperada, porém, a flor vermelha. Abrupta.
E o declive das rochas. Precipício de cinza
A diluir-se na paisagem
E o gesto de colhê-la.

Azul, vermelho e água.
E o abismo da vertigem a incendiar as margens
Vésperas de um tempo liberto
E de seu canto.

Ferida aberta!...


Manuel Veiga

5 comentários:

Marta Vinhais disse...

A Beleza num local inóspito...Livre, selvagem....
Gostei muito...
Beijos e abraços
Marta

Tais Luso de Carvalho disse...

"Amáveis dias no coração dos homens
Frémito e rito de aves nos imutáveis destinos
Onde todas as coisas são simples
E sem mácula…"

Que lindo! Penso que estamos todos carentes dessa paz, meu amigo Manuel! Um mundo mais calmo, de mais concordância e que o tempo venha a cicatrizar as feridas abertas que nós mesmos abrimos.

Beijo, uma ótima semana!

Genny Xavier disse...

Muito bom ler teus escritos, poeta...para sentir e refletir...muitíssimo bom...

Tenha uma boa noite.
Beijo,
Genny

Jaime Portela disse...

Mais um excelente poema.
Com uma boa sugestão musical (há imenso tempo que não ouvia o Gilbert Becaud).
Caro Veiga, continuação de boa semana.
Abraço.

Teresa Almeida disse...

Na aprazível paisagem nada é estático. E irrompe o chamamento e declina-se o verbo em insubmisso canto.

Parabéns, meu amigo Manuel.

beijo.

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