terça-feira, novembro 19, 2019

A URDIR POR DENTRO


Polpa dos lábios. Maduros frutos.
A desprender-se

Palavra interdita. Voa.
Ainda tímida.

Se acolhe
Em fervor mudo
De meu peito

E sílaba a sílaba
Se inaugura.

Ritmo e percurso
De euforias. Plenas.

Já não lábios. Bocas.
E harmonia de salivas

A urdir por dentro
Tempestade dos corpos

E dulcíssima
Orquestração dos hinos…

Manuel Veiga





9 comentários:

Larissa Santos disse...

Bom dia.
Mais um poema sublime ;)) Parabéns:))

Hoje : O Meu horizonte adormecido.

Bjos
Votos de uma óptima Quarta - Feira.

Teresa Almeida disse...

Um toque sensual desliza pela paisagem interior até ao esplendor do lastro poético.

Dizes tanto que apenas tento a finura do verso.

Um beijo, meu amigo Manuel Veiga.

Pedro Luso disse...

Meus mais sinceros aplausos para o Poeta Manuel Veiga, que construiu com bases sólidas, certamente exigência do seu talento e da sua sensibilidade, esta singular peça de arte poética.

Parabéns, amigo Manuel!

Um grande abraço Poeta!

Marta Vinhais disse...

A sensualidade a falar...
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Olinda Melo disse...


Palavras escolhidas, palavras preciosas, caro Poeta,
neste percurso de euforias plenas, onde tudo é tratado
sílaba a sílaba. Tempestade perfeita em que se conjugam o
querer muito e o desvelo.

"Moliendo Café", belo apontamento musical que intensifica o ritmo e o intimismo que adivinhamos no seu Poema, Manuel Veiga.

Abraço.

Olinda

Jaime Portela disse...

Bem urdido e muito melhor orquestrado...
Ou não estivéssemos na presença de um grande maestro das palavras.
Parabéns, gostei imenso.
Caro Veiga, um bom resto de semana.
Abraço.

Ailime disse...

Boa tarde Manuel,
Um poema maravilhoso, como só o Grande Poeta sabe conceber.
Gostei imenso.
Um beijinho.
Ailime

Ana Tapadas disse...

Cada dia gosto mais de ler-te, poeta das palavras lapidadas...

Beijinho amigo.

Tais Luso disse...

Você mais parece um Maestro regendo uma Sinfonia! Cada palavra trabalhada; cada palavra (instrumento), comanda os detalhes, os baixos acordes, volta e rege algumas tempestades e termina a sinfonia harmoniosa. Assim vejo nesse belo poema.
Aplausos para você!
Um ótimo fim de semana, Manuel.
Beijo