domingo, setembro 11, 2022

A PALAVRA LIBERTA...


a palavra é soberana

quando implantada na rocha

e vertical no coração dos homens…

a palavra liberta, quando 

mais que palavra – é compromisso

e vincula a humanidade de outros

homens, e é selo e acto e veio de fogo

e água no percurso dos passos…

a palavra é dúctil quando no palato

se derrama e extravasa na dança

dos corpos em ritual de amor –

subtil narrativa de palavras

urdidas sobre a pele …

fora isso

a palavra é euforia do poema

em festa – girandola de cor e lume

a glorificar o infinito

e a bem dizer o barro

que somos …

fora essas, são palavras. palavras

apenas palavras…


Manuel Veiga

11,09,22

13 comentários:

Maria João Brito de Sousa disse...

Soberbas palavras, estas!

Um abraço!

Jaime Portela disse...

Nem imagino o mundo sem palavras.
Nem como seriam os teus poemas...
Bravo, gostei imenso deste poema.
Boa semana, caro amigo Veiga.
Um abraço.

Graça Pires disse...

De palavras sabes tudo, Poeta! Não importa se somos barro se com ele moldamos as palavras de cada poema em euforia. Belíssimo!
Tudo de bom para ti.
Uma boa semana.
Um beijo.

Janita disse...

Sem palavras morreriamos sufocados, com o amor, a raiva, o desencanto, a desilusão, o carinho e o afecto...entalados na garganta.

Grande abraço Poeta!

Parapeito disse...

Belo. muito belo
Palavras cheias de tanto. tanto.
Que nunca se cansem as palavras (suas)
Abraço e brisas doces **

São disse...

Muitissimo bom este teu poema, de verdade!

Te abraço , meu amigo .

Emília Pinto disse...

E a " palavra " aqui está sabiamente alinhada, formando versos que, por sua vez, constroem um belo poema. Mas não precisamos de ser poetas para tratarmos a palavra com carinho e sabedoria; há que saber usá-la, tanto a dita quanto as escritas e ouvidas, porque a palavra fere, mata sonhos, dilacera corações de tal modo que alguns sangram a vida toda. Saibamos usá-la com " compromisso", saibamos escuta-las com sabedoria, jogando fora aquelas que não sejam para nos ajudar, para nos confortar, para aplaudir os nossos sucessos. Se assim não for, melhor nas as usar, porque " palavras ocas" o vento leva; palavra é vida e, como tal deve ser usada com o devido equilibrio, pensando bem, antes que ela atinja o outro como flecha envenenada. Muito bom, como sempre caro Manuel. Não sou lá grande coisa com o uso das palavras, mas esta, tenho que deixar aqui...Obrigada pelo belo momento de poesia. Beijinhos e saúde para todos aí em casa
Emilia

Ana Tapadas disse...

Como teces bem as palavras! Admirável.
Beijo

Jaime Portela disse...

Gostei de reler este teu excelente poema.
Continuação de boa semana, caro amigo Veiga.
Abraço.

Ciça Lima disse...

Amei o poema, meu caro amigo
como as palavras são necessárias
mas mais que isso, que sejam palavras de bençãos
palavras acertadas!
Abraços cordiais

manuela barroso disse...

Tão complicadas as palavras.
Complicadas ou ardilosas? Ou dúcteis como o ferro que se procura moldar até ser tornar Arte?Ou silêncio quando nele te exprimes com mais empenho, sedução?
Derivações...porque sem palavra não me seria permitido ler tão maavilhosa poesia!
Beijo, Manuel

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

MV

e o poeta disse a palavra é uma arma (cito)

o teu poema cheio de palavras belas e assertivas

bom fim-de-semana

:)

Tais Luso de Carvalho disse...

É, amigo Manuel, palavras acertadas são bênçãos,
porém outras, em momentos periclitantes,
deveriam ser esquecidas, de nada proveitoso
acrescentam, a não ser mais discórdia.
Tenho o máximo cuidado com palavras; magoam,
destroem, ofendem; ou elogiam, ajudam e perdoam.
Poema maravilhoso!
Beijo e uma feliz semana, com muita paz!

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