quarta-feira, novembro 16, 2022

Dois Poemas Simples

 

1  Emulação de rostos

 

emulação de rostos

e o perfil de máscaras

reflexo de palavras

lúcidas

 e Memória dos espelhos

que resistem.

 

2 - Pagãos e puros


por amor de ti

fuzilei todas as palavras

ficamos indefesos

e livres


e inventamos, então,

a linguagem primordial

dos corpos

Pagãos e puros…

 

Manuel Veigq

“Coreografia dos Sentidos”

Edição Modocromia

 

12 comentários:

- R y k @ r d o - disse...

O meu encanto e elogio poético
.
Saudações poéticas
.
Pensamentos e Devaneios Poéticos
.

Emília Pinto disse...

Poemas pequenos, mas profundos, nestes tempos conturbados em que as memórias " de dias felizes, felizes dias de sol" não se apagam; não há palavras capazes de classificar a falta de humanidade e, se as há, nós as retiramos da nossa mente, mas sem as palavras ficamos vazios; livres? Sem aquelas que nos atormentam, sim, mas as outras, as essenciais? Estas temos de as conservar, apesar dos rostos dilacerados, dos olhos inocentes arrancados de tantos rostinhos também eles inocentes, de tantas vidas escurecidas por maldades indescritiveis, vidas que não conseguirão jamais olhar o sol por mais que ele brilhe; as feridas são profundas e não sei se o tempo, esse nosso fiel amigo, conseguirá sará-las. Mas as tuas palavras, Manuel são de ser retidas bem fundo, no nosso coração, pois há nelas muita humanidade, Um beijinho e saúde para todos aí em casa. SAÚDE, HUMANIDADE, palavras essenciais, Amigo!
Emilia 🙏 👏

Jaime Portela disse...

Dois excelentes poemas.
E a prova provada que se pode dizer muito em poucas palavras.
Continuação de boa semana, caro Veiga.
Um abraço.

São disse...

Gostei de ambos, particularmente do segundo.

Te abraço

Tais Luso de Carvalho disse...

Olá, meu amigo Manuel, dois pequenos grandes poemas,
que gostei imenso.
Aplausos para essas duas belas criações poéticas do meu talentoso amigo, a quem sempre parabenizo!
Um excelente fim de semana, com saúde e paz.
Beijo

Juvenal Nunes disse...

A simplicidade dos poemas reflete a simplicidade que une dois seres que se amam.
Saudações poéticas.
Juvenal Nunes

Ana Tapadas disse...

A Poesia cristalina usa sempre poucas palavras...
Excelentes!

Beijo

Pedro Luso de Carvalho disse...

Olá, amigo Manuel,
gostei muito dos seus dois belos poemas, mas,
fixei-me no primeiro deles, talvez por ter vindo à frente
e me enfeitiçado, pois ali estava o rosto diante do espelho,
juiz para julgar a grande disputa entre o rosto e a máscara.
Terá o espelho visto que a máscara se assenta no rosto?
Aplausos, caro amigo Poeta!
Votos de uma excelente semana,
grande abraço.

Graça Pires disse...

Fuzilar as palavras para ficar indefeso e livre. Que magnífica inspiração, a tua, meu Amigo!
Uma boa semana com muita saúde.
Um beijo.

Janita disse...

O primeiro poema não o compreendi.
O «Pagão e Puros» - gostei muitíssimo, sobretudo, do sentido figurado desse fuzilamento, que proporciona a liberdade de se amar em silêncio...Muito belo!

Um beijo, Poeta.

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

MV

gostei dos dois, mas o segundo foi mais do meu agrado.

pagãos e puros... gostei!

boa semana,

:)

Elvira Carvalho disse...

Dois poemas. Não sei se entendi o sentido do primeiro, mas adorei o segundo.
Associo-me à homenagem ao inesquecível Pablo Milanés.
Abraço e saúde

Tempo Breve

Desalinhada flor assaz perdida Em busca das cores que melhor a digam E em demiúrgica ousadia O poeta a soletrar a tela E a derrama...