sábado, outubro 17, 2015

PAISAGEM VERDE-RUBRA...


De amor e guerra são as palavras que soltamos
Como quem o húmus afeiçoa.
Bem sabendo ser escassa a terra arável
E que em inóspitos fraguedos semeamos...

Habita-nos porém esta miragem
De exceder as circunstâncias.
E em cada gesto pressentir o ressumar
Das colheitas no vermelho das espigas
Em maduros Maios do futuro...

E os punhos que agora se levantam
Serão barcos e serão hinos.
E o rosto dos homens paisagem rubra. E verde.
Que ferve. Na força em que nos damos...

Manuel Veiga



15 comentários:

jrd disse...

Quando o poeta é o porta-estandarte.
Belo poema!

Abraço fraterno

Salete disse...

Apesar de tudo, a esperança.

Belo hino.

Abraço.

Lídia Borges disse...


"Habita-nos porém esta miragem"

Habitá-la é seiva e redenção.

Lídia

Pata Negra disse...

quase soneto, quase soletro estes versos de campanha, de marcha. vamos acampar uns dias para apalpar o inimigo. viva a poesia herética!
um abraço canhão

AC disse...

Um poema que galvaniza, ajuda a ferver...

Um abraço

deep disse...

Talvez nunca deixemos de ser essa dualidade, que as palavras harmonizam.

Bom domingo. :)

Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

um hino com as cores da nossa Bandeira...

e que renasça o verde da esperança...

um bom domingo

beijo

:)

Parapeito disse...

"E os punhos que agora se levantam
Serão barcos e serão hinos."
E que se cante bem alto!
***

Mar Arável disse...

Belo o teu abraço de limos

Abraço poeta amigo

São disse...

É bom ouvir a esperança assim cantada...

Bons sonhos

CÉU disse...

Um revolucionário e terno poema, bem ao seu jeito.
A esperança existe e vai continuar, seja em que "solo" for.
Só um sorriso? Pode ser? Gostei, pke tem tons quentes, mas eu vou já pôr outro, vermelho, k sei k lhe agrada, ao pintar os meus lábios. Fica-me bem? Ora, olhe, por favor, bem para mim e diga lá se me não fica bem este encarnado vivo?

Boa semana, k espero "desembrulhada". Obrigada pela visita! No words?

Beijos para os meninos crescidos, e um mto especial para o pequenino.

Suzete Brainer disse...

Tuas palavras navegam na arte poética acompanhada
de um sentir humano, imerso na força libertadora do
sonho de igualdade; nas colheitas semeadas e
barcos conduzindo estes hinos a ecoarem...

Este teu belo poema mobilizado por uma força
inconformista,inscreve o belo grito de liberdade!!
Todo processo de liberdade necessita desta força
altiva que não se descuida e não abandona os sonhos...
O meu olhar solidário repleto deste mesmo sentir, Poeta amigo.
beijo.

Ps: Grata pelo teu olhar grandioso de poeta com a
excelência na percepção do todo do meu poema...

ॐ Shirley ॐ disse...

Poema forte, de muita personalidade...
Parabéns, Manuel!
Beijo!

Agostinho disse...

Maio maduro, Maio!
Agora verde, vede!
O futuro rubro
de amor, Maio!

Maria Eu disse...

Um poema belo e forte. Houvesse dele reflexo real!

Boa tarde. :)