segunda-feira, abril 18, 2016

"Do Esplendor das Coisas Possíveis" - Poema/Apresentação - Alguns Momentos da Tertúlia



Poema/Apresentação - Luís Filipe Sarmento

Excertos

(…) Rostos, assinaturas, tactos e prazer. Fulgor do texto, íntimo deleite em laboratório privado, o poeta ao fogo do seu atenor transmuta o esplendor das coisas possíveis…

(…) Imagens de um Graal, ou de vários, que também rima com Portugal de visionários, sangue de oração pagã, filosofia estética do esplendor das coisas possíveis…

Vulcão discreto ao longe, em cada erupção, uma notícia da memória, liberto das malhas do terror, o poeta renasce no esplendor das coisas possíveis…

(…) Estridências e milagres que ao seu criador se revelam, mutuações alquímicas do olhar, dor e deleite na paisagem secreta do esplendor das coisas possíveis…

Livro dos meses que se seguiram aos dias de Abril, metáfora de heranças a haver para que o destino reservasse ao futuro o esplendor das coisas possíveis…

Implosões, euforias, mágoas, nos recantos das palavras como planícies rebeldes, altares onde apenas se observa o ouro como sacrário do esplendor das coisas possíveis…

(…) Pórticos, portais, órficos rituais, Thanatos à luz das sombras patenteia eterno Eros, com selo de clarão perene que imprime o esplendor das coisas possíveis…

(…) Fausto e Corsário, em si um oceano e nele Hades navegando entre brumas da cidade mítica da palavra iluminada pelo esplendor das coisas possíveis…

Vertigem das horas, livro dos sentidos, pele das realidades conspurcadas, o poema como trombeta da revolta para que nas coisas possíveis o esplendor se ilumine em cada detalhe de liberdade…

A língua essencial como óleo das origens das ideias que sustém o edifício ideológico que por sua vez sustenta esse esplendor que nas coisas possíveis nos orienta para a comunhão sensorial do mundo…

(…) Ao habitar no mundo das coisas possíveis, Manuel Veiga busca na observação minuciosa que o esplendor extravasa o sonho vivo, a expectativa de novos possíveis dos impossíveis que nos querem fazer crer para que a voz dos artistas deixe de fluir com o esplendor das coisas cada vez mais possíveis…

É esta limpidez obscura na construção do texto, na arquitectura das suas contradições entre o sagrado e o profano, que faz deste livro uma viagem fascinante ao regenerador esplendor das coisas possíveis…

Luís Filipe Sarmento

Grato, Luís Filipe! Um grande privilégio a tua participação e a partilha deste belíssimo texto. E grande honra me concedes com tua amizade...
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Luís Filipe Sarmento nasceu a 12 de Outubro de 1956. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Escritor, Tradutor e Realizador de Televisão. Jornalista, editor, realizador de cinema e vídeo. Professor de Escrita Criativa.

(…) Membro do International P.E.N. Club.Membro da Associação Portuguesa de Escritores. Coordenador Internacional da Organization Mondial de Poétes (1994-1995). Membro do International Comite of World Congress of Poets. Presidente da Associação Ibero-Americana de Escritores (1999-2000). A Idade do Fogo, 1975 - Trilogia da Noite, 1978- Nuvens, 1979 - Orquestras & Coreografias, 1987 - Galeria de um Sonho Intranquilo, 1988- Fim de Paisagem, 1988 - Fragmentos de Uma Conversa de Quarto, 1989 (…) Ocultação de Fernando Pessoa, a Desocultação de Pepe Dámaso, 1997- A Intimidade do Sono, 1998 - Crónica da Vida Social dos Ocultistas, 2000 - Gramática das Constelações, 2012 – Efeitos de Captura – 2016 – Poética Edições – são alguns dos principais títulos publicados

Wikipédia.

7 comentários:

Ana Tapadas disse...

És um escritor e burilador da palavra poética! Os meus parabéns, grata pela tua presença na minha vida.

bj

José Carlos Sant Anna disse...

Caro Manuel,

Cada vez mais curioso para "tocar" este Esplendor enquanto "coisa possível".
E os excertos são pérolas extraídas do corpo da "escrita criativa".
Abr.,

Laura Santos disse...

Belo texto sobre essa " viagem fascinante ao regenerador esplendor das coisas possíveis" L. F. Sarmento
Muito sucesso, Manuel!
xx

Suzete Brainer disse...

Parabéns pela excelente apresentação do teu livro pelo
o teu amigo Luís Filipe Sarmento.

Aguardarei o teu livro nas minha mãos, grata!

Fê blue bird disse...

PARABÉNS POETA!

Um beijinho com pena de não poder estar presente.


jrd disse...

Um grande texto de apresentação. O poeta merece-o inteiramente.

Um abraço fraterno

Agostinho disse...

Não fui mas estive.

Abraço.