sábado, junho 02, 2018

Todas As Ausências São Lugar de Mágoa


Todas as ausências são o lugar abstracto
Das dores e das mágoas que em círculo
Celebram o estertor da palavra.

E prenunciam a euforia
Dos silêncios.

De nada vale queixar-nos: nem as palavras,
Nem as coisas, em sua linguagem muda,
Sobrevivem ao colapso das formas.

Nem ao surdo rumor das esferas
A desenharem o perfil invisível dos dias.
…………………………………………………..

Todas as magnas coisas fluem sem cessar.
Sem nada pedirem. Ou deverem.

E em sua inocência,
Abrem-se e fecham-se, tricotando, mudas,
A caligrafia do Mundo.

E  o ritmo dos caminhos.


Manuel Veiga


9 comentários:

Jaime Portela disse...

Um poema excelente, parabéns.
Felicidades para o lançamento do teu livro "Do amor e da Guerra". E muito sucesso.
Bom fim de semana, caro Veiga.
Um abraço.

Larissa Santos disse...

Um poema sensível que em disse muito

Hoje:- Sou o bago adocicado que tu beijas.

Bjos
Votos de um óptimo Sábado.

Ailime disse...

Boa tarde Manuel,
Um poema extremamente belo.
Desejo-lhe muito sucesso para o seu novo livro.
Beijinhos e bom fim de semana.
Ailime

Larissa Santos disse...

Um poema tocante. Adorei :))

Hoje:- Sou o bago adocicado que tu beijas.

Bjos
Votos de um óptimo Sábado.

Gil António disse...

Um poema de excelência. Lindo demais.
.
* Utópicos versos rimados num abraço entre namorados ( Poetizando) *
.
Deixando um abraço poético

manuela barroso disse...

Seria uma dádiva, se na confluência das esferas , tudo permanecesse com a mesma voragem dos dias eufóricos de verão. Haverá sempre um outono por perto , ensombrando dias que parecem luminosos. Haverá sempre palavras e alegrias outonais.
Belissimo poema, como sempre
Beijo, Manuel

José Carlos Sant Anna disse...

Caro amigo,

E "todas as magnas coisas fluem sem cessar", como a tua poesia, abrindo-se e fechando-se a "desenhar o perfil invisível dos dias".

Forte abraço,

Teresa Almeida disse...


"Todas as magnas coisas fluem sem cessar". Assim a tua poética, meu amigo Manuel. Uma inteligente e invulgar "caligrafia do mundo". Amei.

Beijo.

Ana Freire disse...

Decididamente, a ausência, não será um terreno fértil para a existência de alegria e satisfação, na falta dos envolvidos que a podem materializar...
Um belíssimo trabalho poético, que tão bem o expressa...
Beijinho
Ana

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