segunda-feira, agosto 13, 2018

POSTAL DE FÉRIAS...


No âmago da palavra
Uma tensão muda. Que se liberta
Flor e pétalas
De sol

Solstício. Ou talvez um ensaio de cores
Rebeldes que se esquivam
Na fluência da paisagem
E se inaugura

Timbre de harpa
Nas salivas. Cântico
De maduras uvas a desfazer-se
E peregrinas
Bocas…

Pagãos os dedos
Rubor os sulcos...

E os corpos!


Manuel Veiga



1 comentário:

Agostinho disse...

Sem comentários. Ainda(?!). O belo até parece ter ficado embutado nas mentes pelo forno estival.
No entanto, as palavras vibram incandescentes, na urgência que toda a boca carece.
O poema lembrou-me Eugénio.
Abraço.

COMO SE FORAS INVENÇÃO MINHA

As palavras, meu amor São apenas insónia Um rumor mudo E a flor selvagem Com que enfeito Teus cabelos   Para além delas E da...