sexta-feira, abril 19, 2024

Para Um Novo Teorema da Fisica Moderna

 

dizem expeditos cientistas que o leve bater

das asas de uma borboleta à distância

de milhares de quilómetros pode causar

uma catástrofe num ponto indeterminado…

esse poder a borboleta desconhece,

 que solta belíssimos voos

enquanto aqui e a ali, vai beijando umas flores

no seu jardim predileto – sem outro dano

ou propósito….

 

assim o poeta ele fosse – poder soltar os seus versos

e o adejar de seus mistérios e a milhares de quilómetros

pudesse agitar a beleza das palavras e com elas

fundir.se na consumação dos tempos como se fora

um novo teorema da física moderna…

 

Manuel Veiga

 

4 comentários:

Maria João Brito de Sousa disse...

Mas o bom poeta funciona exactamente assim... e o mau também. Esse adejar da borboleta pode ser transportado para tudo o que existe e ninguém porá em dúvida a existência da poesia. O poeta é que, tal como a borboleta, ainda não consciencializou esse poder.

Um abraço, Manuel.

Olinda Melo disse...

Olá, Manuel Veiga

O poeta tem a força das palavras, na composição
da poesia que viaja e pode influenciar a física
moderna e mais o que haja.
Neste tempo em que o supérfluo toma conta de
tudo é muito bom, excelente, vir aqui e encontrar
as suas reflexões em verso.

Sempre a admirá-lo, meu amigo.
Abraço.
Olinda

Pedro Luso de Carvalho disse...

Olá, meu caro amigo Manuel Veiga,
vim a esse espaço da Poesia para rever
o meu amigo ilustre, que tive o prazer de conhecer
há alguns anos, aqui nesse mundo da internet.
Sempre tivemos um convívio amistoso, para a minha
satisfação.
Gostei imensamente desse seu poema, de grande beleza.
Meus votos de uma ótima semana, caro amigo Manuel, com
inspiração e paz.
Um grande abraço deste seu amigo daqui de Porto Alegre.

lis disse...

na matemática o teorema é uma afirmação que pode
ser verdadeia diante de poemas assim. E, o místico medieval
Angelus Silésius preferia resumir: “A rosa não tem ‘porquês’,
Ela floresce porque floresce'.
Passeando aqui pela tua página e me encantando ,mVeiga
deixo abraços

NA ORLA DOS LÁBIOS...

  O poema desenha-se na orla dos lábios Na íntima tensão do verbo antes de explodir Itinerário de sombra rente à luz   Ou murmúrio...