sábado, maio 02, 2020

Orquestração Dos Hinos


Polpa dos lábios
E a interdita palavra
Freme

E se acolhe
Em fervor mudo
E sílaba-a-sílaba
Se inaugura
Percurso
De euforias
Plenas  

Já não lábios
Harmonia de salivas
A urdir por dentro
A tempestade
Dos corpos

E a dulcíssima
Orquestração
Dos hinos…

Manuel Veiga

(Poema Editado)




15 comentários:

" R y k @ r d o " disse...

Poema fascinante de ler. Divina e elogiável inspiração poética.
.
Um Sábado feliz
Cuide-se

Teresa Almeida disse...

Um hino que permite todas as orquestras ou o elixir do poema.

Beijos, poeta.

Ana Tapadas disse...

Que belos são os hinos em que os beijos se sobressaltam!

Lindo!

Beijo amigo

Graça Pires disse...

A sensibilidade. A sensualidade. As palavras certas, sem dissonância. Tudo neste magnífico poema, meu Amigo.
Um bom fim de semana.
Um beijo.

Maria João Brito de Sousa disse...

Sim, é dulcíssima, ainda que brinquemos, ainda que choremos...

Forte abraço, Manuel!

Cidália Ferreira disse...

Mais um poema fantástico!
-
Carrego no colo a saudade

Beijo e um excelente dia para todas as Mães.
Fique em casa.

© Piedade Araújo Sol disse...

MV

Um poema cheio de sensibilidade e sensualismo.

Muito belo!

Bom domingo ou o que sobra dele.

Beijinhos

:)

Tais Luso de Carvalho disse...

Manuel, meu amigo, lindo poema, afinado com todos os sentidos!
Aplausos!
Uma ótima semana, continuando em quarentena.
beijo, amigo.

Olinda Melo disse...


Há palavras assim. Ainda que na polpa dos lábios, recolhem-se
em doce recesso, deixando-se adivinhar, apenas. Nesse ditame
de cumplicidade, se cumprem.

E todas as músicas se ouvem, e as melodias mais belas entram nessa composição, em que alma e matéria se encontram.

Maravilha de Poema, caro Manuel Veiga. Poeta de vários cambiantes,
qual deles o mais belo.

Abraço

Olinda

José Carlos Sant Anna disse...

Caro Manuel,

Tinha reconhecido este poema.
Nele se apreende a importância da palavra e de dizê-la até o momento em que se torna “harmonia de salivas a urdir por dentro a tempestade de dos corpos”.
Como diria um ex-ministro da Justiça aqui dos trópicos: "Nada a declarar", risos!

Um abraço, caro amigo!

Sónia M. disse...

Tão belo!

Pedro Luso de Carvalho disse...

Meu caro amigo Manuel Veiga gostei muito de seu poema "Orquestração Dos Hinos". Repito o que talvez já tenha dito ao comentar seu poema: um poema não pode ser entendido ou sentido completamente na primeira leitura que fazemos. Então, com uma, duas ou mais leituras de um poema chegamos mais perto da da arte poética. Foi justamente o que fiz, Poeta, com seu poema, que se inicia com estes versos:


"Polpa dos lábios
E a interdita palavra
Freme"


Uma boa semana, com os cuidados com o Coronavírus, amigo Manuel.

Grande abraço.

Boop disse...

Num tempo de beijos proibidos ganham eles maior enlevo!

Graça Sampaio disse...

O Beijo, portanto...

Um beijo, Poeta...

Agostinho disse...

Um estupendo poema, MV.
No frémito,
todas as palavras se ajustam
no lugar certo
em qualquer lugar
por certo
no veludo estrépido

Abraço

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