segunda-feira, julho 25, 2016

AS ESTRELAS NÃO AMAM...


As estrelas não amam. Brilham.
E no seu brilho se cumprem. Como cinza quente
De vulcão extinto...

Delas guardamos por vezes a órbita
Enquanto esfriam. Outras são balões soltos.
E lonjura que os olhos não abarcam mais.

(Crianças doridas pelo cais)

Vertigem que as alturas incendeiam
De ti, poema meu. Em cada trago
Colapso de estrelas
Em que (te) ardo.

Manuel Veiga



 

sábado, julho 23, 2016

UMA PEQUENA VAIDADE...

 
InVersos decidiu  gravar o meu poema "Quase-Nada", publicado recentemente neste blog.  Um privilégio totalmente inesperado, de que acabo de ter conhecimento.
 
Fico muito honrado e sensibilizado. E, naturalmente, muito agradecido. A excelente composição - música, leitura e uma voz com belíssimo timbre dão, sem dúvida, novo fulgor ao poema.
 
Ora, oiçam
 

sexta-feira, julho 22, 2016

MAGNÉTICAS AS LINHAS ...


 Esferas, em rota muda, adornando o silêncio
Destino a que se acorrentam -
Que nada no horizonte frio além
Da sombra.
 
Vácuo de que se reclamam
Os autoproclamados céus
Apenas o latir surdo
Da noite eterna.
 
E, no entanto, em sua dolência,
Solfejam o venerável canto mudo
E o grito do fogo
As imperturbáveis
Esferas...
 
Magnéticas são as linhas
Que se anunciam
E as trajectórias
(A)simétricas.

Manuel Veiga