quarta-feira, dezembro 11, 2019

PRIMAVERIS CASCATAS


Desprendem-se do olhar primaveris
Cascatas. Que o outono acolhe
E matizadas cores.

São os olhos pomares. E veredas
Debruadas de colheitas. E o amável gesto
De colhê-las. Maturadas na espera
De bocas sôfregas…

E no movimento líquido
De fluírem. Assim libertas

Serenas águas.
E irresistíveis chamas…

Manuel Veiga





8 comentários:

Agostinho disse...

Irresistíveis chamas, porém frutas
que se despenham em cascatas nas palavras do Poeta, encantos colhidos pelo olhar. Predestinado.
Cá estou, abraço.

Larissa Santos disse...

Fantástica publicação :))

Hoje : Tempo incerto numa acalmia que dói

Bjos
Votos de uma óptima Quinta - Feira

Jaime Portela disse...

Magnífico poema.
Gostei imenso.
Caro Veiga, continuação de boa semana.
Abraço.

Elvira Carvalho disse...

Um belíssimo poema que me encantou.
Abraço e bom fim de semana

Maria Rodrigues disse...

Os olhos reflectem o que nos vai na alma.
Sentido e belo poema.
Bom fim de semana
Um abraço
Maria

Olinda Melo disse...


Delicadeza e ternura nesse falar de olhares e pomares,
com o seu toque de "Jardim do Éden". Colheitas que
amadurecem sob o Sol de sentimentos enterrados no
fundo da Alma.

Belíssima Morna, uma homenagem cálida, a ilustrar
este seu maravilhoso Poema, caro Manuel Veiga.

Abraço

Olinda

Teresa Almeida disse...

Que bela morna! Tão fresca como cascatas primaveris que se desprendem do olhar. E o Outono é morno no teu verso e vai ganhando nuances e sabores até eclodir em chamas.
É um poema de uma sensualidade elegante.

Parabéns, meu amigo Manuel.
Beijos.








Ana Freire disse...

E cada Outono oferece-nos mesmo uma cascata de cores... que fechando um ciclo... já promete uma nova Primavera...
Mais uma belíssima inspiração, que nos oferece uma bela e arrebatadora visão outonal!...
Beijinho
Ana

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  Na gaveta das minhas horas peregrinas Busco algum fervor cálido. E íntimo. E um pouco de alquimia Ainda… E deparo com um breve...